Os jovens identificados no estudo como vulneráveis são aqueles que, além de enfrentarem dificuldades financeiras, não completaram a educação básica, tendo no máximo terminado o ensino fundamental. A situação se agrava ao observar que 57% desses jovens relatam que os rendimentos oriundos do trabalho são insuficientes para cobrir as despesas mensais. Ademais, apenas 24,8% continuam seus estudos, enquanto dois em cada dez não se encontram nem na escola e nem no mercado de trabalho. A taxa de desemprego entre essa população é alarmante, com 30% afirmando estar fora do mercado de trabalho.
Os problemas enfrentados por esses jovens vão além do desemprego, abrangendo questões de saúde mental. O estudo revela que muitos lidam com depressão e o uso problemático de substâncias. Aproximadamente 30% dos jovens admitiram que não conseguem controlar o consumo de álcool, cigarro ou outras drogas. Essa situação de vulnerabilidade é refletida em aspectos cotidianos como a precariedade habitacional, a interrupção da educação e a dependência de trabalhos informais.
Adicionalmente, os dados mostram que, entre os que estão empregados, apenas 15% ocupam postos de trabalho formal. A maioria (76%) está inserida em atividades informais, como comércio e prestação de serviços, prevalecendo empregos pouco qualificados. Essa realidade também se divide entre gêneros e regiões, com uma taxa de emprego mais alta entre homens e na área Metropolitana de Buenos Aires.
No que se refere à saúde, 78% dos jovens não têm acesso a planos de saúde, dependendo exclusivamente dos serviços públicos, além de 40% relata viver em áreas consideradas inseguras. A saúde mental dos jovens é um ponto crítico: mais de 70% manifestaram problemas frequentes de nervosismo ou ansiedade, enquanto mais da metade mencionou sentir apatia ou depressão.
Por fim, a pesquisa aponta que 66% dos jovens busca informações sobre assuntos atuais nas redes sociais, com Instagram e Facebook se destacando como fontes preferidas. O estudo destaca que níveis mais altos de escolaridade estão associados ao uso intenso do Instagram e a uma diversificação nas fontes de informação, enquanto os jovens com menor escolaridade tendem a confiar mais em mídias tradicionais, como a televisão. Essa realidade multifacetada ressalta a urgente necessidade de políticas públicas dirigidas à melhoria das condições de vida da juventude argentina.
