A decisão vem em resposta ao recente registro de três casos de sarampo em crianças com menos de 2 anos, localizadas na zona norte de São Paulo. Além da capital paulista, a iniciativa se estende a Guarulhos, uma vez que o movimento intenso no Aeroporto Internacional da cidade contribui para a circulação do vírus.
De acordo com o ministério, está previsto o envio de cerca de 100 mil doses da vacina para as duas localidades afetadas. Os casos apresentados são possivelmente oriundos de infectados provenientes do exterior, o que não compromete o status do Brasil como um país livre do sarampo. É importante destacar que duas das crianças infectadas frequentavam a mesma creche, enquanto a terceira reside nas proximidades.
Os sintomas observados nas três crianças foram compatíveis com o sarampo, incluindo febre, exantema e sintomas respiratórios. A confirmação dos casos foi realizada pelo Instituto Adolfo Lutz e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O ministério enfatizou que a “dose zero” é uma estratégia adicional para preservar a saúde pública, evitando a propagação do vírus e reduzindo o risco de transmissão.
Medidas de vigilância também estão sendo implementadas, como a busca ativa por casos suspeitos, identificação e monitoramento de pessoas que tiveram contato com os infectados, além de investigações epidemiológicas e ações de vacinação em áreas de risco.
Em um cenário global, o ministério ressalta a importância do alerta, especialmente em relação à Copa do Mundo da FIFA de 2026, que terá como sedes os Estados Unidos, Canadá e México — países que enfrentam um aumento significativo nos casos de sarampo. Em 2025, os Estados Unidos registraram 2.288 casos, enquanto no Canadá o número foi de 5.075, com uma contagem de 1.073 somente este ano. O México, por sua vez, viu um salto no número de casos, passando de sete em 2024 para 11.771 em 2026.
Diante desse quadro, o Ministério da Saúde recomenda que viajantes brasileiros atualizem suas vacinas antes de embarcar, especialmente crianças nessa faixa etária. Essa “dose zero” não substitui o esquema vacinal regular, que prevê duas doses para crianças, aplicadas aos 12 e 15 meses. A recomendação se estende a pessoas com até 29 anos que não tenham recebido a vacina ou não apresentem comprovação, devendo elas também receber duas doses. Para aqueles entre 30 e 59 anos, pelo menos uma dose é indicada.
