Na ocasião, mais de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração foram despejados no meio ambiente, percorrendo mais de 600 quilômetros ao longo do Rio Doce até chegar ao litoral capixaba. O trágico evento resultou na morte de dezenove pessoas e foi classificado como o maior desastre socioambiental do país envolvendo barragens de rejeitos.
O Programa Especial de Saúde do Rio Doce abrange 11 municípios do Espírito Santo e 38 de Minas Gerais, conforme estabelecido no acordo judicial para reparação integral e definitiva, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no final do ano passado. Do total de recursos, cerca de R$ 3,6 bilhões serão direcionados para ações sob responsabilidade do Ministério da Saúde, dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e dos municípios afetados, visando promover a saúde coletiva nessas localidades.
As sete linhas de atuação planejadas incluem aprimoramento dos serviços de assistência, expansão da infraestrutura de saúde, ações de inteligência e ciências de dados, ensino, pesquisa e inovação, entre outras medidas. Além disso, o programa contará com a participação da Câmara Técnica e do Comitê Especial Tripartite para a formulação, planejamento e controle das propostas.
Os municípios envolvidos no Programa Especial de Saúde do Rio Doce são Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra, Sooretama (Espírito Santo) e Aimorés, Alpercata, Barra Longa, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, entre outros (Minas Gerais).
Essa iniciativa do Ministério da Saúde representa um avanço significativo no cuidado e assistência à população afetada pelo desastre de Mariana, demonstrando o compromisso das autoridades em garantir a saúde e o bem-estar das comunidades atingidas.
