SAÚDE – Ministério da Saúde Lança Campanha de Vacinação para Brasileiros que Viajam à Copa em Meio a Surtos de Sarampo nas Américas

Em uma ação decisiva para proteger a saúde pública, o Ministério da Saúde brasileiro lançou, nesta quarta-feira, uma intensa campanha de vacinação voltada para os viajantes que se dirigem aos Estados Unidos, Canadá e México para acompanhar os jogos da Copa do Mundo. O programa, intitulado “Vacinar é muito Brasil”, tem como objetivo principal prevenir a reintrodução do sarampo no país, especialmente em um momento em que os casos têm aumentado significativamente nessas nações.

A campanha apela à atualização das vacinas dos turistas antes de sua partida para esses destinos, os quais, segundo dados alarmantes, respondem por 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas em anos recentes. Com aproximadamente 17 mil infecções confirmadas nas Américas até abril de 2026, a situação é preocupante, com o México liderando o número de casos, seguido pelos Estados Unidos e Canadá.

Embora o Brasil tenha reconquistado o status de país livre do sarampo em 2024, o registro de infecções esporádicas neste ano tem gerado constrangimento, com casos importados relatados em São Paulo e no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que o foco da campanha é a proteção dos viajantes, principalmente dadas as infecções crescentes nos países visitados.

Durante o evento de lançamento da iniciativa, Padilha destacou que a proteção deve se estender a todos que têm contato com turistas, como trabalhadores do setor hoteleiro e de transporte. A mobilização visa reforçar as defesas contra a doença.

A vacina em questão é a tríplice viral, que protege não apenas contra o sarampo, mas também contra a caxumba e a rubéola. As orientações são claras: os viajantes devem receber a imunização com pelo menos 15 dias de antecedência. Para os bebês de 6 a 11 meses, uma “dose zero” extra foi estabelecida, enquanto jovens e adultos em diferentes faixas etárias devem seguir um esquema específico de doses.

Padilha reiterou que, apesar da ênfase nos viajantes, toda a população entre 1 e 59 anos sem comprovante de vacinação deve se vacinar, já que o sarampo é altamente contagioso. Ele também assegurou a eficácia e a segurança das vacinas fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enfatizando a importância da vacinação no combate ao negacionismo.

A história recente do Brasil em relação ao sarampo revela os altos e baixos enfrentados nos últimos anos, incluindo a perda do status de área livre da doença em 2019, devido a surtos causados por uma combinação de fatores, como campanhas antivacina e a redução das coberturas vacinais. O retorno da mobilização contra o sarampo, portanto, é não apenas uma medida de saúde pública, mas um esforço para proteger a saúde coletiva e garantir que o Brasil mantenha seu status livre da doença.

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