Até a última segunda-feira, o ministério já havia enviado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados e distribuído 52.350 canetas reutilizáveis, que servirão para a aplicação desse medicamento. A expectativa é que até o final de julho, todas as unidades da federação recebam a nova opção terapêutica, proporcionando um acesso mais amplo e eficaz ao tratamento.
O acesso à insulina glargina será facilitado por meio de avaliação clínica e prescrição médica, que pode ser realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o Brasil. Essa forma de insulina é considerada uma opção terapêutica mais moderna, com ação prolongada e que, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária. Em contraste, outros tratamentos disponíveis podem necessitar de até três injeções diárias.
Estudos apontam que o uso da insulina glargina propicia um controle mais estável da glicemia, além de reduzir significativamente o risco de episódios de hipoglicemia, que são preocupantes para os pacientes diabéticos. Essa mudança gera uma expectativa positiva em relação à melhoria da qualidade de vida dos usuários do SUS.
Para aqueles que desejam acessar a nova insulina, é necessário se dirigir à UBS mais próxima, munido de uma receita médica devidamente emitida. Para crianças e adolescentes, pais ou responsáveis podem formalizar o pedido de mudança de insulina. Uma equipe multiprofissional nas UBSs será encarregada de avaliar o quadro clínico dos pacientes e verificar se a transição para a insulina glargina é apropriada. Além do medicamento, os pacientes também receberão uma caneta reutilizável para a aplicação, com validade de três anos, assim como as agulhas necessárias para sua administração. Essa abordagem busca garantir não apenas a eficácia do tratamento, mas também a segurança e satisfação dos pacientes atendidos pelo SUS.





