Essa decisão foi tomada após relatos de moradores do estado que vivem com HIV ou Aids e hepatite, que enfrentaram dificuldades na retirada dos medicamentos essenciais para o tratamento dessas doenças. O diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Draurio Barreira, ressaltou a importância de manter o acesso contínuo a esses medicamentos para evitar agravamento da saúde das pessoas afetadas.
Além disso, o Ministério da Saúde orientou que, na falta de alguns medicamentos específicos, como a lamivudina e o dolutegravir, os pacientes podem receber uma dose fixa combinada, sem restrições de faixa etária. O Sistema de Controle Logístico de Medicamentos foi ajustado para atender a nova demanda e foi pedido atenção especial às gestantes que vivem com HIV, sífilis e hepatite C.
Outras ações também foram tomadas em resposta à calamidade no Rio Grande do Sul, como o levantamento das perdas de medicamentos e insumos de diagnóstico e prevenção, e o envio antecipado de medicamentos para micoses na região. A Coordenação-Geral de Vigilância de Tuberculose e Micoses Endêmicas está preparando um material com orientações para o isolamento e critérios de tratamento preventivo para tuberculose em abrigos.
Essas medidas buscam garantir o acesso contínuo aos medicamentos essenciais para o tratamento de HIV, Aids, hepatite e outras doenças, mesmo em um cenário de calamidade pública. O Ministério da Saúde está comprometido em garantir a saúde e o bem-estar da população, especialmente daqueles que mais precisam desses tratamentos.
