SAÚDE – Ministério da Saúde flexibiliza acesso a antivirais em meio à situação de calamidade pública no Rio Grande do Sul

O Ministério da Saúde anunciou na última sexta-feira (10) uma importante medida para garantir o acesso a antivirais durante a situação de calamidade pública no Rio Grande do Sul. Com a publicação de uma nota oficial, o Ministério removeu as barreiras que impediam os pacientes de terem acesso aos medicamentos necessários, mesmo que estivessem fora do estado.

Essa decisão foi tomada após relatos de moradores do estado que vivem com HIV ou Aids e hepatite, que enfrentaram dificuldades na retirada dos medicamentos essenciais para o tratamento dessas doenças. O diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Draurio Barreira, ressaltou a importância de manter o acesso contínuo a esses medicamentos para evitar agravamento da saúde das pessoas afetadas.

Além disso, o Ministério da Saúde orientou que, na falta de alguns medicamentos específicos, como a lamivudina e o dolutegravir, os pacientes podem receber uma dose fixa combinada, sem restrições de faixa etária. O Sistema de Controle Logístico de Medicamentos foi ajustado para atender a nova demanda e foi pedido atenção especial às gestantes que vivem com HIV, sífilis e hepatite C.

Outras ações também foram tomadas em resposta à calamidade no Rio Grande do Sul, como o levantamento das perdas de medicamentos e insumos de diagnóstico e prevenção, e o envio antecipado de medicamentos para micoses na região. A Coordenação-Geral de Vigilância de Tuberculose e Micoses Endêmicas está preparando um material com orientações para o isolamento e critérios de tratamento preventivo para tuberculose em abrigos.

Essas medidas buscam garantir o acesso contínuo aos medicamentos essenciais para o tratamento de HIV, Aids, hepatite e outras doenças, mesmo em um cenário de calamidade pública. O Ministério da Saúde está comprometido em garantir a saúde e o bem-estar da população, especialmente daqueles que mais precisam desses tratamentos.

Sair da versão mobile