O Conselho Nacional de Justiça, órgão criado para assegurar a transparência e eficiência do sistema judiciário brasileiro, é constituído por 15 membros, sendo um deles indicado pelo STJ para desempenhar a função de corregedor. Este papel é fundamental, uma vez que o CNJ tem a responsabilidade de supervisionar a atividade administrativa e financeira dos tribunais, além de fiscalizar os deveres funcionais dos juízes nas diversas esferas do Poder Judiciário, à exceção do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de suas funções regulatórias, o CNJ também atua no planejamento e na implementação de políticas voltadas para a melhoria dos serviços judiciais. A Constituição Federal estabelece que todos os integrantes do CNJ, exceto seu presidente, são nomeados pelo presidente da República, após aprovação da maioria absoluta do Senado, o que requer pelo menos 41 votos favoráveis.
Na nova função, o ministro Gonçalves terá a incumbência de receber denúncias e reclamações contra magistrados, além de supervisionar os serviços judiciários auxiliares, como notas e registros. Ele também será responsável por determinar o processamento dessas queixas, conduzindo sindicâncias, inspeções e correições quando necessário, especialmente em situações que demandem atenção especial.
Benedito Gonçalves, que possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um mestrado na Universidade Estácio de Sá, integrou o STJ a partir de 2008. Antes de sua ascensão ao tribunal superior, ocupou a função de juiz federal, exercendo suas atividades em diferentes estados, como Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Em 1998, sua trajetória foi marcada pela promoção a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A nomeação de Gonçalves é um indicativo da confiança depositada pelo Senado em sua experiência e capacidade de atuação em prol da Justiça brasileira.