Considerando o cenário epidemiológico, a Conitec já recomendou a incorporação da vacina inicialmente para localidades e públicos prioritários a serem definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A definição deve considerar regiões de maior incidência e faixas etárias de maior risco para agravamento da doença.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Leandro Pinheiro Safatle, destacou a rapidez do processo. “Esse processo tem sido célere no Ministério da Saúde, e esse é um ponto importante a ser enfatizado porque ele faz parte dessa estratégia de buscar tecnologias que, de fato, atendam a um desafio de saúde como esse”.
A recomendação de incorporação feita pela comissão está condicionada a uma proposta de redução de preço pela fabricante. Apesar do desconto inicialmente oferecido, o valor por dose, de R$ 170, ainda é considerado alto pelo governo federal. A demanda para avaliação da tecnologia foi submetida pela empresa japonesa Takeda Pharma, fabricante da Qdenga. A empresa garante que poderá fornecer 8,5 milhões de doses no primeiro ano e um total acumulado de 50 milhões em 5 anos.
Apesar da eficácia geral na redução da hospitalização em 84% dos casos de dengue, o preço e a quantidade de doses que podem ser fornecidas ao SUS são pontos que estão sendo avaliados pelo Ministério da Saúde. Portanto, a decisão final sobre a incorporação da vacina contra a dengue ao SUS aguarda a análise da Conitec e a proposta de redução do preço por parte da fabricante.





