Na nota divulgada pelo ministério, é destacado que a definição dos grupos e localidades deve considerar as regiões de maior incidência e transmissão da dengue, assim como as faixas etárias de maior risco para o agravamento da doença. Além disso, a restrição de público também leva em conta a capacidade de fornecimento de doses por parte da fabricante.
Entretanto, a recomendação de incorporação feita pela Conitec está condicionada a uma proposta de redução de preço pela fabricante, já que o valor atual por dose, de R$ 170, é considerado alto pelo governo federal. A empresa japonesa Takeda Pharma, fabricante da Qdenga, submeteu a demanda para avaliação da tecnologia, garantindo uma eficácia geral na redução da hospitalização em 84% dos casos de dengue.
O Ministério da Saúde também questionou o quantitativo de doses que poderia ser fornecido ao SUS, sendo informado pelo laboratório que poderão ser entregues 8,5 milhões no primeiro ano e um total acumulado de 50 milhões em cinco anos, o que impõe restrições no público a ser atendido.
Todas as recomendações de incorporação de medicamentos e insumos feitas pela Conitec são submetidas à consulta pública por um período de 20 dias. No entanto, devido à projeção epidemiológica para o próximo verão, com a possibilidade de aumento de casos de dengue, o Ministério da Saúde decidiu manter a consulta aberta por um prazo de 10 dias. Após esse período, as sugestões serão organizadas e avaliadas pela comissão, que emitirá uma recomendação final. Se incorporada, a vacina Qdenga deve ser administrada em esquema de duas doses, com intervalo de três meses.





