O tabu em torno da saúde mental persiste, amplificado por uma sociedade que frequentemente rotula aqueles que pensam de maneira diferente, desqualificando opiniões e criando estigmas. Esse estigma é particularmente intenso dentro de corporações, onde a busca por ajuda pode ser vista de forma distorcida, como um sinal de fraqueza. Entretanto, é fundamental ressaltar que buscar ajuda de psiquiatras e psicólogos éticos e competentes não é um sinal de rebaixamento social, mas sim um gesto totalmente válido e protegido pela privacidade garantida pela Constituição.
O grande perigo, no entanto, reside em outro fenômeno: a presença de psicopatas que, infelizmente, proliferam na sociedade brasileira, ocupando até posições de liderança. Esses indivíduos, que não têm cura, representam uma verdadeira ameaça. O contraste entre a busca sincera por saúde mental e a indiferença por normas sociais é um dilema que assola a nossa humanidade.
Com quase 60 anos, a perspectiva mudou. As preocupações com a opinião dos outros se dissiparam, e a verdadeira enfermidade se revela nas atrocidades cometidas por aqueles que agem fora da moralidade. Em meio a essa reflexão, a busca por um mundo mais justo e menos desigual continua a ser uma utopia desejada.
Uma das formas que encontrei para preservar minha saúde mental é a leitura. Livros tornaram-se meus companheiros inseparáveis, preenchendo uma biblioteca que, embora já pequena, sempre tem espaço para mais. Essa paixão pela leitura é um dos pilares que me mantém vivo e pensante, especialmente diante de um cenário repleto de corrupção e fraudes que enfrentamos em minha atuação profissional.
Por último, a campanha promovida pelo MPAL merece reconhecimento, mas deve ir além. É essencial incentivar uma maior procura por especialistas em saúde mental, desmistificando o medo da discriminação e do preconceito. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais humana e acolhedora.
