Essas informações, resultantes da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, foram coletadas a partir de entrevistas com 3.270 gestores de estabelecimentos de saúde em todo o país. O estudo, coordenado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), reflete a disponibilidade de novas tecnologias e a necessidade de adaptação das instituições frente às inovações que transformam o atendimento médico.
Na análise das aplicações de IA, o levantamento destaca que 45% dos estabelecimentos utilizam a tecnologia para organizar processos clínicos e administrativos. Outras funcionalidades incluem a melhoria da segurança digital (36%), aumento da eficiência dos tratamentos (32%), suporte logístico (31%), gestão de recursos humanos (27%), auxílio em diagnósticos (26%) e dosagem de medicamentos (14%).
Apesar dos avanços, a pesquisa também aponta para desafios significativos na adoção dessas tecnologias. Nos hospitais com mais de 50 leitos, os gestores citam custos elevados (63%) e a falta de priorização institucional (56%) como barreiras relevantes. Além disso, limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) são frequentemente mencionadas como obstáculos que dificultam a implementação de IA.
A crescente adoção de IA na saúde exige profissionais qualificados para garantir um uso seguro e ético da tecnologia, especialmente em um setor que lida com dados sensíveis. Especialistas ressaltam a necessidade de diretrizes e marcos regulatórios que sustentem essa inovação, evitando riscos à privacidade e ao cuidado com os pacientes.
Além da IA, a pesquisa revela que 9% dos estabelecimentos já utilizam a internet das coisas, enquanto 5% contam com tecnologia robótica integrada à internet. No que diz respeito aos serviços online, 39% das instituições oferecem a visualização de resultados de exames, 34% permitem agendamento de consultas e 32% disponibilizam agendamento de exames, indicando uma clara tendência de digitalização e modernização dos serviços de saúde no Brasil.





