SAÚDE – Hantavírus em navio de cruzeiro: OMS descarta surto maior, mas monitora casos e recomenda quarentena para passageiros até 21 de junho.

As autoridades de saúde internacional estão monitorando de perto a situação relacionada a casos de hantavírus registrados a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que navega pelo Oceano Atlântico. Durante uma coletiva de imprensa realizada na última terça-feira, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que, até o momento, não existem indícios de um surto mais abrangente da doença.

Tedros apontou que foram reportados até agora 11 casos de infecção pelo hantavírus, dos quais três resultaram em óbito. Todos os infectados são passageiros ou membros da tripulação do navio. Nove dos casos foram confirmados como pertencentes à cepa Andes, enquanto os demais estão sendo classificados como prováveis. Ele enfatizou a elevada capacidade de incubação do vírus, sugerindo a possibilidade de novos casos mesmo após o controle inicial, embora não tenha havido mortes desde o dia 2 de maio, quando a OMS recebeu a primeira notificação sobre o evento.

O diretor da OMS tranquilizou o público ao afirmar que todos os casos suspeitos e confirmados estão em isolamento sob monitoramento médico rigoroso, o que tem minimizado o risco de transmissão. Além disso, ele ressaltou a importância da repatriação dos passageiros afetados, destacando que os países de destino têm a responsabilidade de acompanhar a saúde dessas pessoas.

“Estamos cientes de relatos de um número reduzido de pacientes com sintomas que podem estar relacionados ao vírus Andes e seguimos cada um desses relatos junto aos países concernentes”, disse Tedros. A OMS recomenda que todos os passageiros que tiveram contato sejam ativamente monitorados, seja em instalações de quarentena ou em suas residências, por um período de 42 dias a partir da última exposição, que foi identificada em 10 de maio. Isso significa que o acompanhamento deve durar até 21 de junho.

O alerta é claro: qualquer indivíduo que manifeste sintomas deve ser isolado e tratado imediatamente. Tedros concluiu enfatizando que a OMS continuará a trabalhar em colaboração estreita com especialistas em todos os países afetados, sublinhando a importância da vigilância contínua nessa situação.

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