SAÚDE – Greve nos hospitais federais do Rio de Janeiro por recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho

Os servidores da área de saúde dos seis hospitais federais no Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado no dia 15 de setembro. As reivindicações incluem recomposição salarial, realização de concurso público e reestruturação das unidades que enfrentam problemas decorrentes do sucateamento ao longo dos anos.

Até o momento, o governo federal não apresentou nenhuma proposta de reajuste para os servidores, que também exigem o pagamento do adicional de insalubridade e o cumprimento do piso da enfermagem em sua totalidade. As unidades afetadas pela paralisação funcionarão com apenas 30% do quadro de funcionários, mantendo apenas os serviços considerados essenciais como hemodiálise, quimioterapia, cirurgias oncológicas, transplantes e atendimentos de emergência.

Estão planejados atos de greve para a próxima semana, com manifestações em frente ao Hospital Federal de Bonsucesso e no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). O Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre a greve dos servidores.

Os hospitais federais do Rio de Janeiro são referência em tratamentos de alta complexidade no SUS. No entanto, enfrentam um processo de precarização que se arrasta há mais de uma década, com problemas como desabastecimento de insumos, alagamentos, falta de equipamentos e incêndios.

A falta de concursos públicos desde 2010 é um dos principais pontos de tensão, levando à contratação de profissionais temporários e alta rotatividade. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou mudanças na gestão dos hospitais, mas os servidores manifestam preocupações em relação à possível terceirização da administração das unidades.

A greve dos servidores não se limita apenas às demandas trabalhistas, mas também expressa o desejo por uma saúde pública de qualidade e totalmente financiada por recursos públicos, rejeitando qualquer proposta de privatização ou terceirização dos hospitais federais de saúde. A luta dos servidores pela valorização profissional e melhoria das condições de trabalho continua enquanto aguardam respostas do governo federal.

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