A participação na Olimpíada é totalmente gratuita e está aberta a estudantes de diversas modalidades de ensino, incluindo o Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Técnico Concomitante, tanto de instituições públicas quanto privadas. Os trabalhos aceitos abrangem produções audiovisuais, redações e projetos de ciências.
Cristina Araripe, coordenadora nacional da Obsma e também responsável pela Divulgação Científica na Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz, destacou que a prorrogação visa reforçar o compromisso da instituição com a promoção da divulgação científica e o fomento à pesquisa entre os jovens. “Nosso intuito é valorizar o trabalho dos professores e permitir que um número crescente de alunos vivencie experiências científicas, compartilhando suas ideias com as escolas e a comunidade,” afirmou Cristina.
A Fiocruz projeta um aumento considerável na submissão de projetos, um reflexo do fato de que muitos educadores estavam finalizando as atividades do primeiro semestre letivo. Os trabalhos podem ser inscritos desde o ano de 2025 até 30 de junho de 2026 e serão avaliados em etapas. Na fase inicial, que vai até agosto, 42 projetos serão selecionados como Destaques Regionais, que seguirão para a competição nacional. Em novembro, seis projetos serão eleitos como Destaques Nacionais, recebendo prêmios em forma de troféus e certificados.
Os representantes dos projetos que se destacarem na fase regional serão convidados a participar da cerimônia de premiação no campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro. A instituição, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), arcará com todas as despesas de viagem dos participantes.
Outra importante novidade é o prêmio “Menina Hoje, Cientista Amanhã”, destinado a equipes compostas por professoras e alunas, com o intuito de incentivar o protagonismo feminino nas áreas de ciência, tecnologia e inovação desde a educação básica. Na edição anterior, o prêmio foi entregue a um projeto que abordou a importância da vacinação e a luta contra a desinformação.
Criada em 2001, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente visa estimular a elaboração de projetos escolares que promovam a interação entre saúde, ambiente e ciência, além de fortalecer a participação dos alunos e a conexão entre educação e pesquisa. Em suas doze edições anteriores, a Obsma envolveu 3,6 mil escolas de 3,2 mil municípios, contando com a participação de 28,5 mil professores e mais de 510 mil estudantes. Ao todo, 356 trabalhos foram premiados nas diversas categorias, evidenciando o impacto positivo da iniciativa na educação científica no país.