O advogado da ex-deputada, Fábio Pagnozzi, comunicou que a Corte de Cassação, a última instância do judiciário italiano, analisou o caso e decidiu que uma nova turma do tribunal romano deve assumir a avaliação do pedido de extradição. “Essa decisão representa uma vitória significativa para a defesa”, afirmou Pagnozzi, que ressaltou a importância do reexame em busca de justiça.
Zambelli havia sido condenada à extradição pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Roma, decisão que lhe garantiu o direito de recorrer à Corte de Cassação. Em uma ocasião anterior, essa mesma instância já havia negado uma solicitação similar, relacionada a sua condenação pela invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.
A ex-deputada, que tem dupla cidadania, deixou o Brasil após ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentar emitir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. O processo de extradição atual está vinculado a uma outra condenação, em que Zambelli pegou cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após um incidente em que perseguiu o jornalista Luan Araújo durante a campanha eleitoral de 2022.
Agora, o caso sendo reaberto, Pagnozzi expressou sua confiança de que a nova análise da Corte de Roma resultará em uma nova negativa à extradição, reforçando a postura otimista da defesa diante do desenvolvimento da situação jurídica da ex-parlamentar. A Advocacia-Geral da União (AGU) já deu andamento à solicitação de extradição, reiterando a legitimidade da demanda de acordo com os tratados internacionais existentes entre os dois países.
Com a reabertura do caso, as expectativas continuam a girar em torno do futuro jurídico de Zambelli, que, mesmo sob a proteção da legislação italiana, permanece no centro de um debate intenso sobre extradição e direitos civis.
