No dia 20 de março, o prefeito Marçal Filho emitiu um decreto que reconhece a situação de emergência em saúde pública. Uma semana após essa declaração, um novo decreto foi publicado, estabelecendo uma situação de emergência em defesa civil para as áreas mais afetadas pela epidemia. As medidas refletem as orientações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado especificamente para lidar com a situação na reserva indígena e na região urbana.
De acordo com a prefeitura, mais de 6.186 casos prováveis de chikungunya foram registrados, com uma taxa de positividade alarmante de 64,9%. O relatório também revela que a capacidade hospitalar está comprometida, com uma taxa de ocupação que ultrapassa 110%, impossibilitando uma resposta rápida para casos graves. Em decorrência da crise, o novo decreto terá validade de 90 dias e visa mobilizar recursos e ações efetivas no combate à epidemia.
Como parte da estratégia de contenção, a prefeitura anunciou que a campanha de vacinação começará na próxima segunda-feira, 27 de março. Um primeiro carregamento de vacinas chegou ao município e, em paralelo, haverá capacitação de profissionais de saúde para orientar a população sobre as vacinas e avaliar possíveis comorbidades antes da aplicação. A vacinação será restrita a adultos entre 18 e 60 anos, com meta de alcançar 27% dessa faixa etária, o que representa cerca de 43 mil pessoas.
Entretanto, a vacina tem suas restrições: não pode ser aplicada em gestantes, lactantes, pessoas em tratamento imunossupressor, entre outros grupos de risco. A expectativa é que a imunização ocorra de maneira lenta, uma vez que a avaliação prévia é indispensável.
Além disso, o governo federal destinou R$ 900 mil para o combate ao chikungunya em Dourados, visando reforçar ações de vigilância e controle do vetor. A chikungunya, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, é uma arbovirose que já se espalhou por todo o Brasil desde sua introdução na América em 2013, causando preocupação com sua rápida dispersão e as consequências devastadoras para a saúde pública.
Com a situação epidemiológica crítica em Dourados, as autoridades locais estão em alerta, buscando estratégias eficazes para mitigar os impactos da doença e proteger a saúde da população.






