O presidente da entidade, Jean Kaseya, afirmou que, além da RDC e Uganda, os países que enfrentam riscos elevados incluem Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo e Burundi. A proximidade geográfica com áreas infectadas, somada à existência de rotas comerciais e de viagens, além do baixo monitoramento nas fronteiras, são fatores que aumentam essa vulnerabilidade.
Kaseya observou que a situação exige que as autoridades de saúde estejam atentas, já que outros países no continente também foram classificados como em risco de registrar casos importados da doença. A evolução dos surtos pode levar a uma reavaliação dessas classificações, conforme a dinâmica da epidemia se desenrole.
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de risco associado ao surto de Ebola na República Democrática do Congo de “alto” para “muito alto”. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a propagação do vírus está ocorrendo em uma velocidade alarmante. Embora o número oficial de casos confirmados alcance 82, com sete mortes reportadas, as autoridades de saúde reconhecem que o número real tende a ser muito maior, pois há mais de 700 casos suspeitos e 177 mortes não confirmadas.
Em Uganda, a situação também é preocupante. O Ministério da Saúde local anunciou a confirmação de mais três casos de Ebola, resultando em um total de cinco. Entre os novos casos estão um profissional de saúde e uma mulher que havia visitado a província de Ituri, na RDC. Nesse contexto, a OMS alertou sobre a necessidade de vigilância rigorosa para controlar a propagação do vírus, com ênfase na importância de ações coordenadas entre os países afetados e aqueles em risco.
As próximas semanas serão cruciais para o controle da doença, e a colaboração internacional se torna essencial para mitigar os efeitos desta epidemia na região.





