De acordo com a análise feita, as regiões Norte e Leste da cidade são as mais prejudicadas pela falta de serviços públicos e infraestrutura de saúde, especialmente nas áreas mais próximas às divisas com outros municípios da região metropolitana. Por outro lado, bairros mais centrais como Itaim Bibi, Pinheiros e Moema possuem melhores indicadores de saúde. No entanto, locais como Pari e Brás, marcados por ocupações e cortiços, apresentam problemas históricos de saúde.
O coordenador de Relações Institucionais da Rede Nossa São Paulo, Igor Pantoja, ressaltou que as áreas mais periféricas da cidade concentram os piores indicadores de saúde. Ele também destacou que algumas regiões apresentam desequilíbrios específicos em diferentes indicadores. Por exemplo, o distrito Jaguara registra alta incidência de casos de dengue, mas não apresenta mortalidade materna.
Diante dessa realidade, a Secretaria Municipal de Saúde informou que tem realizado investimentos na ampliação da rede de saúde na cidade. Desde 2021, foram entregues 93 novos equipamentos de saúde, e atualmente existem 1.055 unidades municipais de saúde distribuídas por São Paulo. A pasta ressaltou que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) atendem demandas espontâneas e funcionam como porta de entrada para o sistema de saúde.
Além disso, a Secretaria destacou o aumento no número de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a transformação de Hospitais Dia em unidades de atendimento 24 horas. Essas medidas visam melhorar o acesso da população aos serviços de saúde e reduzir as desigualdades existentes no sistema de saúde da cidade de São Paulo.