SAÚDE – Casos de Vírus Sincicial Respiratório Diminuem em Crianças, Mas Alerta Persiste em Alguns Estados, Aponta Boletim da Fiocruz.

Os dados mais recentes sobre a incidência do vírus sincicial respiratório (VSR) no Brasil, especialmente entre crianças de até 2 anos, mostram uma tendência de queda significativa em várias regiões do país. Essa informação foi divulgada por meio do Boletim InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que revelou que as hospitalizações relacionadas à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças dessa faixa etária estão diminuindo.

A análise revelou que, apesar da redução geral, alguns estados ainda apresentam uma alta taxa de incidência de SRAG. Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os estados em alerta, com um sinal claro de crescimento nos casos. Entre os jovens e adultos, a melhora nos números é atribuída principalmente à diminuição das hospitalizações por influenza A. Já nas crianças de 5 a 14 anos, essa queda se deve, em grande parte, à redução dos casos graves de rinovírus.

Diante desse cenário, as autoridades de saúde enfatizam a importância de manter medidas de higiene respiratória para evitar a propagação de vírus respiratórios. A recomendação inclui práticas simples, como lavar as mãos frequentemente, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, e evitar pessoas doentes, utilizando máscara em locais públicos quando necessário. A vacinação continua sendo um aspecto fundamental para a proteção, especialmente em relação à influenza A, que tem causado um número significativo de hospitalizações e complicações em idosos.

Em relação à mortalidade e incidência, o estudo da Fiocruz destaca que, enquanto as crianças de até 2 anos enfrentam maior incidência de SRAG devido ao VSR, a mortalidade é mais predominante entre os indivíduos com 65 anos ou mais, principalmente relacionada ao vírus influenza A.

Os dados epidemiológicos apontam que, em 2023, foram notificados 115.203 casos de SRAG. Desses, 52,3% apresentaram resultados laboratoriais positivos para algum vírus respiratório, enquanto 34,5% foram negativos e 7,1% aguardavam resultados. Dentre os casos positivos, os vírus mais frequentemente encontrados foram o VSR, influenza A e rinovírus.

Esses dados reforçam a necessidade de vigilância contínua e o fortalecimento das estratégias de combate a doenças respiratórias, especialmente em grupos vulneráveis. É um lembrete da importância de ações coletivas e do cumprimento das recomendações de saúde pública.

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