Entre os afetados, destaca-se a morte de um homem de 38 anos, residente na cidade de Cunha. As investigações indicam que ele atuava no setor de celulose em uma localidade próxima. A Prefeitura de Cunha já anunciou que irá apurar as circunstâncias da infecção, embora as autoridades locais afirmem que esse óbito configura um caso isolado, sem outras suspeitas de febre amarela na cidade.
Além do falecimento, duas outras vítimas da doença, um homem de 52 anos e uma mulher de 23, ambos oriundos do município de Cruzeiro, têm se recuperado. O boletim epidemiológico aponta que essas pessoas não possuíam a vacinação em dia. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde de Cunha intensificou as ações de controle na região, buscando mitigar a propagação do vírus.
A coordenadora de saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Regiane de Paula, reforçou a importância da vacinação como medida essencial de prevenção. Em suas declarações, ela enfatizou que é indispensável que os cidadãos verifiquem sua situação vacinal antes de se deslocarem para áreas de mata ou ecoturismo, onde o risco de contágio pode aumentar.
Além disso, Regiane alertou para a necessidade de comunicação imediata aos serviços de saúde em casos de avistamentos de febre amarela em macacos. Embora esses animais não transmitam a doença diretamente ao ser humano, sua presença pode sinalizar a circulação do vírus na área.
O acesso à vacina, que é gratuita e disponível nas Unidades Básicas de Saúde e em postos do Sistema Único de Saúde, é uma ferramenta vital nessa luta. As crianças devem ser vacinadas aos 9 meses e receber um reforço aos 4 anos. Já indivíduos de 5 a 59 anos que não tenham sido vacinados precisam receber a dose para garantir proteção contra a febre amarela, refletindo a urgência em preservar a saúde pública diante dos novos casos.






