Para o ministério, essa diminuição acentuada é fruto de um esforço contínuo e coordenado entre as esferas federal, estadual e municipal. As ações abrangem diversas estratégias, como a ampliação do uso de ovitrampas — armadilhas que servem para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti — que atualmente estão em 1,6 mil municípios, com expectativas de expansão para 2 mil localidades até o final de 2026. Além disso, o Ministério da Saúde tem implementado inovações como o uso de insetos estéreis irradiados e a metodologia Wolbachia, que será expandida para 72 cidades prioritárias.
Outro fator que contribui para o controle da dengue é a vacinação. Desde 2024, cerca de 1,4 milhão de doses da vacina contra a dengue foram administradas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Em uma nova iniciativa de 2026, a vacina nacional de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan, está sendo oferecida em três municípios-piloto para indivíduos de 12 a 59 anos. Além disso, mais de 300 mil doses já foram aplicadas em profissionais de saúde, reforçando a proteção contra a doença.
Além da dengue, o Ministério da Saúde também compartilhou dados positivos sobre outras doenças infecciosas. Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com uma queda de 15% em relação ao ano anterior. O total de casos diminuiu 30%, notadamente em áreas indígenas, onde as mortes caíram 28%, de 54 para 39. Na Terra Indígena Yanomami, houve uma redução de 22% nos casos e uma impressionante diminuição de 80% nos óbitos.
Essas conquistas são atribuídas à ampliação das ações de diagnóstico e tratamento, com mais de 25 mil pacientes tratados com tafenoquina e um aumento na oferta de testes rápidos, mostrando um esforço significativo para combater doenças infecciosas no país.
