Thiago Lopes Cardoso Campos, diretor da Anvisa, destacou a urgência desta iniciativa diante do aumento significativo no consumo dessas substâncias e do número de complicações registradas nos últimos anos. Entre 2018 e março de 2026, foram reportados quase três mil eventos adversos relacionados a esses medicamentos, com um pico em 2025. O foco agora é adotar uma postura proativa, em vez de meramente aguardar que médicos e pacientes relatem reações adversas.
Com essa nova estratégia, a Anvisa planeja firmar parcerias com instituições de saúde para um monitoramento estruturado. Essa abordagem não só permitirá a identificação de eventos adversos de forma mais sistemática, mas também servirá para coibir a circulação de medicamentos falsificados ou manipulados de maneira inadequada, que representam um sério risco à saúde pública. Campos ressaltou que a venda desses produtos não autorizados é um delito previsto no Código Penal e pode expor os pacientes a riscos irreversíveis.
A iniciativa de farmacovigilância ativa será reforçada pela colaboração com a Rede Sentinela, que inclui diversos serviços de saúde e instituições de ensino e pesquisa. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, enfatizou a necessidade de uma ação coordenada e vigilante, considerando a crescente popularidade das canetas emagrecedoras.
Por último, Campos concluiu que não basta a regulamentação dos medicamentos; é crucial acompanhar como esses produtos se comportam na prática cotidiana. As novas diretrizes da Anvisa visam garantir que o entusiasmo em torno de inovações não ofusque os riscos que podem surgir do uso desenfreado de terapias não regulamentadas.
