Durante seu depoimento, uma série de imagens que detalhavam os ferimentos de Henry foi exibida, o que provocou reações intensas na sala do tribunal. Monique Medeiros, mãe da vítima, ao ver os registros visuais, tapou os olhos e demonstrou sinais de mal-estar, necessitando, assim, de assistência médica. Apesar do incidente, o julgamento seguiu sua programação normal, com a juíza Elizabeth Machado Louro decidindo pela dispensa de Monique após a administração de medicamentos.
A defesa de Jairinho, o padrasto de Henry e acusado de causar sua morte, sustenta que a laceração hepática que resultou em hemorragia foi consequência das manobras de ressuscitação realizadas após o colapso do menino. No entanto, o legista deixou claro sua oposição a essa linha de defesa, reiterando que as evidências não sustentam tal alegação. Além disso, os advogados de Jairinho levantaram questionamentos sobre a quantidade de laudos elaborados após a morte da criança e um suposto raio-x que indicaria um pneumotórax, embora este documento estivesse, segundo a defesa, desaparecido.
A defesa ainda propôs que outro médico legista, Luiz Airton Saveedra de Paiva, fosse ouvido como informante, argumentando que ele teria vínculos com Leniel Borel, pai do menino. No entanto, essa solicitação foi negada e Saveedra prestou depoimento como testemunha. Em sua fala, ele desvelou que havia três traumatismos em regiões distintas da cabeça de Henry, explicando que esses ferimentos culminaram no descolamento do couro cabeludo. Além disso, apontou evidências de contusões pulmonares, hemorragias retroaórticas e peritoneais, que foram identificadas como causas diretas do óbito. Saveedra corroborou que, ao ser levado ao Hospital Barra D’or, Henry já se encontrava sem vida. As investigações seguem sob intensa atenção pública, com a expectativa de que todos os fatos sejam esclarecidos nesse trágico caso.
