Os dados analisados foram divididos de acordo com os Níveis de Calor (NC) estabelecidos pelo protocolo da Prefeitura do Rio de Janeiro. Esses níveis variam de 1 a 5 e indicam os riscos e ações que devem ser tomadas em cada um deles.
Um dos pontos alarmantes observados no estudo foi o aumento de 50% na mortalidade por doenças como hipertensão, diabetes e insuficiência renal entre idosos quando a temperatura ultrapassa os 40°C por mais de 4 horas, caracterizando o Nível de Calor 4. Já no Nível de Calor 5, que ocorre com um Índice de Calor de 44°C ou mais por 2 horas, o aumento na mortalidade é ainda mais expressivo e se agrava conforme o tempo de exposição ao calor cresce.
O autor da pesquisa, João Henrique de Araujo Morais, ressaltou a importância de criar planos de adaptação ao calor nas cidades, especialmente diante das consequências da emergência climática. Ele destacou que populações específicas, como trabalhadores expostos ao sol, pessoas em situação de rua, crianças, idosos e indivíduos com doenças crônicas, estão em maior risco.
Além disso, o estudo desenvolveu uma métrica inovadora para medir a exposição ao calor e os riscos relacionados à Área de Exposição ao Calor (AEC), levando em consideração o tempo de exposição ao calor, algo que outras medidas tradicionais não contemplam. Essa métrica mostrou que o tempo de exposição ao calor intenso tem uma forte ligação com a mortalidade, principalmente entre os grupos mais vulneráveis, como os idosos.
Diante desses resultados, o estudo ressalta a importância de adoção de medidas de proteção e prevenção em relação ao calor extremo e reforça a necessidade de estratégias de adaptação ao clima nas cidades, visando proteger a saúde da população, em especial dos grupos mais suscetíveis aos efeitos adversos do calor intenso.





