A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a perfuração do poço já atingiu aproximadamente 3 mil metros de profundidade em lâmina d’água e outros 3 mil metros em rocha. Ainda falta perfurar cerca de 1 mil metros até o fundo do poço, conforme informado pela executiva durante sua visita ao Oiapoque.
Localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e a aproximadamente 500 quilômetros da Foz do Amazonas, o poço Morpho apresenta uma lâmina d’água de 2.886 metros. No entanto, ainda não é possível estimar o volume de petróleo encontrado ou o potencial de produção da área, segundo a presidente da estatal. A previsão é de que a perfuração seja finalizada em 15 a 20 dias.
Desde agosto do ano passado, quando teve início a atual campanha exploratória na região, a Petrobras já investiu US$ 3 bilhões, com operações que têm um custo de cerca de US$ 1 milhão por dia, revelou Magda Chambriard. No entanto, é importante ressaltar que a descoberta de petróleo em um poço exploratório não garante por si só a confirmação de uma reserva comercialmente explorável.
As próximas etapas envolvem estudos detalhados para avaliar o volume, características do reservatório e a viabilidade econômica da produção. Magda Chambriard enfatizou que a descoberta reforça as expectativas da Petrobras sobre o potencial exploratório da Margem Equatorial, com planos de dar continuidade às atividades na região.
Além disso, a estatal protocolou pedidos de licenciamento para novas perfurações na Margem Equatorial junto ao Ibama. A Petrobras é operadora do bloco BM-FZA-59, com 100% de participação na área, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à região, ressaltou a importância da descoberta para o futuro da produção de petróleo no país, mas garantiu que a estratégia brasileira de investimento em fontes renováveis de energia continuará. Lula afirmou que o país manterá os investimentos em biocombustíveis e outras fontes de energia renovável, ao mesmo tempo em que avalia o potencial de novas áreas para a produção de petróleo.




