De acordo com os dados levantados, a Covid longa representa um alto custo não apenas para os indivíduos afetados, mas também para suas famílias e para a sociedade como um todo. No entanto, a conscientização e compreensão sobre essa condição ainda são muito baixas, o que reforça a necessidade de mais investimentos e pesquisas na área da saúde.
A pesquisa, realizada em parceria com instituições renomadas como a Escola de Saúde Pública de Harvard e a Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres, teve como objetivo principal fortalecer o cuidado com a síndrome pós-Covid no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram coletados ao longo de um período de seis meses, entre novembro de 2022 e abril de 2024.
A coordenadora do projeto no Brasil, Margareth Portela, ressaltou a importância da iniciativa internacional e interdisciplinar, que contou com a participação ativa dos pacientes afetados. Segundo ela, o estudo buscou estimar a prevalência da Covid longa, bem como identificar as necessidades, o uso e as barreiras de acesso aos serviços de saúde por parte dos pacientes.
Os resultados da pesquisa apontaram uma alta prevalência de sintomas pós-Covid, com mais de 90% dos entrevistados relatando pelo menos um sintoma e mais de 70% afirmando vivenciar sintomas frequentes. Entre os sintomas mais comuns estão fadiga, dor nas articulações, alterações no sono e comprometimento cognitivo. A pesquisa também revelou uma alta taxa de mortalidade entre os pacientes afetados, o que chama a atenção para a gravidade da condição.
Diante desses dados preocupantes, é fundamental que haja uma maior conscientização sobre a Covid longa e que sejam implementadas medidas para garantir o cuidado adequado aos pacientes afetados. A saúde pública deve estar preparada para lidar com os desafios trazidos por essa síndrome pós-Covid e oferecer suporte integral aos indivíduos que dela sofrem.





