No Brasil, a variante K foi detectada em dezembro de 2025. Embora esta nova versão do vírus não tenha se mostrado mais severa em comparação às anteriores, ela está associada a temporadas de transmissão mais prolongadas. A Opas destaca que o atual cenário na América do Sul é compatível com o início gradual da temporada de inverno, com a atividade da Influenza ainda baixa, mas com indícios de aumento em diversos países da região, com predominância do vírus A(H3N2).
As recomendações da Opas apontam que os países do Hemisfério Sul devem se preparar para uma temporada potencialmente intensa, especialmente em relação aos picos de demanda hospitalar que podem ocorrer em intervalos curtos, desafiando a capacidade de resposta dos serviços de saúde. No Brasil, a taxa de positividade para a Influenza se manteve abaixo de 5% nos primeiros meses do ano, mas já começou a subir, atingindo 7,4% no final de março.
Além do Influenza, a circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) apresenta um aumento gradual em vários países, antecipando seu padrão sazonal habitual. Este fenômeno pode impactar particularmente as crianças pequenas e outros grupos de risco nas próximas semanas.
O cenário preocupante da combinação entre VSR, Influenza e a ainda presente Covid-19 destaca a necessidade urgente de intensificação das campanhas de vacinação. A vacina contra a gripe, que se mostrou eficaz, especialmente no Hemisfério Norte, é uma ferramenta crucial nesse combate. A vacinação no Brasil é atualizada anualmente para incluir as cepas mais prevalentes.
A campanha nacional de vacinação prioriza grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Adicionalmente, o Sistema Único de Saúde oferece vacinas contra o VSR para gestantes, buscando proteger os recém-nascidos contra bronquiolites.
Com a proximidade dos meses mais frios, a Opas também recomenda ações de higiene rigorosas e cuidados com a “etiqueta respiratória”. Medidas como lavar as mãos e evitar locais públicos quando sintomáticos são fundamentais para mitigar a disseminação dos vírus.
Os dados mais recentes do Boletim Infogripe corroboram as orientações da Opas, indicando um aumento significativo nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em todo o Brasil, com 24 das 27 unidades federativas em níveis de alerta. Com mais de 46 mil casos de SRAG notificados e uma tendência de crescimento observado, é crucial que tanto as autoridades quanto a população se mobilizem para enfrentar esse cenário desafiador de saúde pública.







