Ele desenvolveu a doença da descompressão, uma condição que ocorre com frequência em mergulhos profundos, especialmente quando o retorno à superfície é feito de maneira muito rápida. Ao subir, o corpo não consegue eliminar rapidamente os gases acumulados durante a imersão, especialmente o nitrogênio, o que pode levar à formação de bolhas nocivas no sangue e nos tecidos.
Estudos indicam que a incidência dessa condição entre mergulhadores recreacionais varia de 2 a 4 por cada 10 mil, mas o risco aumenta consideravelmente entre os mergulhadores profissionais. Para esses, o contato com águas profundas e longos períodos submersos elevam as chances de enfrentarem a doença.
Estatísticas médicas destacam que, durante a subida após um mergulho, o nitrogênio acumulado pode criar bolhas que prejudicam os tecidos e obstruem vasos sanguíneos, resultando em dor intensa e uma variedade de sintomas que podem se assemelhar a um acidente vascular cerebral ou a problemas respiratórios. Além disso, a inflamação gerada por essas bolhas provoca desconforto em músculos, articulações e tendões.
A condição é classificada em dois tipos: o primeiro, mais brando, afeta articulações e vasos linfáticos, enquanto o segundo é mais grave e pode ameaçar a vida, afetando órgãos vitais como cérebro e medula espinhal. Os sintomas podem variar desde dores articulares até comprometimentos neurológicos severos, que vão desde dormência até paralisia. Muitas vezes, a manifestação dos sintomas pode ser lenta, com cerca de 50% dos pacientes apresentando sinais após uma hora de ter chegado à superfície.
O reconhecimento da doença baseia-se na análise dos sintomas e na história de mergulho do paciente. Embora exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética possam mostrar anomalias, a terapia de recompressão deve ser iniciada imediatamente para aumentar as chances de recuperação, utilizando câmaras hiperbáricas que ajudam a restabelecer a normalidade da circulação sanguínea. A maioria dos pacientes se recupera totalmente com o tratamento adequado.
A trágica perda de Mahudhee não apenas destaca os riscos enfrentados por profissionais em operações de resgate, mas também serve como um alerta para a importância da segurança em atividades subaquáticas.
