Sargento da PM de Alagoas é investigado por extorsão, roubo e cárcere privado em denúncias graves na capital; promotor alerta sobre violação de deveres funcionais.

Um sargento da Polícia Militar de Alagoas se tornou o foco de uma investigação formal conduzida pelo Ministério Público Estadual (MPAL) em decorrência de graves acusações referentes a crimes cometidos na capital alagoana. A incidência dessas alegações, que incluem extorsão, roubo e cárcere privado, foi oficialmente reconhecida em uma portaria publicada no Diário Oficial Eletrônico nesta terça-feira, 28 de abril.

Os crimes teriam acontecido em 6 de dezembro de 2025, no distrito da Ponta Verde. Documentos da investigação indicam que o sargento, em companhia de um segundo indivíduo que ainda não foi identificado, utilizou armas de fogo para coagir a vítima sob a alegação de cobrança de uma dívida.

O processo de investigação, embora já estivesse em andamento, recebeu um novo impulso com a transformação de uma Notícia de Fato em procedimento administrativo. A cronologia dos eventos é reveladora:

– Dezembro de 2025: A vítima relatou o incidente, levando à abertura de uma fase preliminar de apuração.
– Abril de 2026: O prazo inicial para diligências expirou sem que houvesse uma conclusão satisfatória.
– Hoje (28 de abril): O MPAL formalizou a investigação, chamando a atenção para a necessidade de aprofundar a coleta de provas e a condução do caso.

A promotora Alexandra Beurlen, responsável por liderar as investigações, destacou que a seriedade das denúncias transcende o âmbito criminal comum e imputa ao sargento uma grave violação de seus deveres como servidor público. “Esse episódio gera questionamentos sérios sobre a integridade da atuação policial, o que justifica a intervenção da 62ª Promotoria de Justiça da Capital na supervisão das atividades da força pública”, destacou a promotora em documento oficial.

Com o avanço da investigação, o MPAL disporá uma série de medidas, que incluem a imediata inclusão do caso no sistema interno, o encaminhamento de cópia completa do processo à 63ª Promotoria de Justiça, e a condução de novas diligências para identificar o segundo envolvido e coletar provas adicionais.

Até a conclusão desta reportagem, não havia registro de comentários por parte da defesa do sargento, nem a Polícia Militar de Alagoas se manifestou sobre possíveis ações administrativas ou afastamento do servidor investigado. O desdobrar desse caso poderá ter implicações significativas tanto para o acusado quanto para a imagem da corporação em um contexto em que a confiança na polícia é essencial para a segurança pública.

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