São Paulo Lança Grande Protesto em Defesa da Palestina em Comemoração aos 78 Anos da Nakba

Neste último sábado, 16 de maio, a Avenida Paulista, em São Paulo, tornou-se o palco de um significativo protesto em apoio ao povo palestino, reunindo centenas de manifestantes em uma demonstração de solidariedade. O ato marcava os 78 anos da Nakba, que em árabe significa “tragédia” ou “catástrofe”, referindo-se ao evento que resultou na criação do Estado de Israel em 1948 e na subsequente expulsão de quase 750 mil palestinos de suas terras.

As mobilizações na capital paulista tiveram início na quinta-feira, 14, e culminaram nesse dia de protesto unificado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). Diferente de edições anteriores, este ato se uniu ao movimento chamado “Cordão da Mentira”, que comova os 20 anos dos Crimes de Maio no Brasil, eventos que deixaram cicatrizes profundas na sociedade brasileira.

Os presentes ao protesto marcharam de forma pacífica, com a equipe da Polícia Militar acompanhando o evento. Durante a marcha, os manifestantes se dirigiram ao restaurante Al Janiah, um conhecido ponto de encontro de diferentes grupos que apoiam a causa palestina na cidade.

Estima-se que cerca de 60 mil imigrantes e refugiados palestinos residam atualmente no Brasil, muitos dos quais estão concentrados em São Paulo. Esse número reflete a longa conexão e a solidariedade que muitos brasileiros sentem em relação à luta palestina.

A Nakba, que ocorreu em 1948, foi um marco histórico marcado pela declaração de independência de Israel, proclamada por David Ben-Gurion, em um contexto de conflitos envolvendo vários países árabes. O resultado foi a desocupação de mais de 500 cidades e vilarejos predominantemente árabes, além de um impacto duradouro que se estende até os dias atuais. Atualmente, mais da metade da população palestina, que totaliza cerca de 13 milhões, vive fora de suas terras de origem, sendo que 5 milhões estão em campos de refugiados.

Relembrar a Nakba é crucial, não apenas para a memória histórica, mas também para reivindicar os direitos dos refugiados, conforme estipulado pela Resolução 194 da Assembleia Geral da ONU, que sugere a possibilidade de retorno e indenização aos que foram deslocados. O ato de sábado, portanto, foi mais do que uma simples manifestação; foi uma reafirmação da luta por justiça e reconhecimento para um povo que, ao longo de sete décadas, ainda busca retomar o que lhe foi tirado.

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