Likhachev afirmou que a AIEA tem focado suas comunicações apenas em potenciais ameaças relacionadas a drones que sobrevoam instalações nucleares na Ucrânia, sem abordar os ataques que afetam diretamente a central de Zaporozhie. “O secretariado da AIEA praticamente não registra os ataques diários das Forças Armadas da Ucrânia contra a usina, contra a infraestrutura civil e contra cidadãos russos”, declarou Likhachev.
O executivo também destacou que o agravamento da situação em Zaporozhie será um dos pontos centrais nas próximas reuniões entre representantes russos e a AIEA, programadas para meados de julho. A preocupação com a segurança e o abastecimento elétrico da usina é crescente. Segundo Likhachev, a instalação está operando com apenas uma linha de transmissão, ao invés de duas, há mais de dois meses, o que gera sérias incertezas quanto à sua operacionalidade e segurança.
Ele advertiu que a usina já enfrentou várias interrupções no fornecimento de energia, o que forçou a equipe a utilizar geradores de diesel para garantir o funcionamento dos sistemas críticos 24 horas por dia. A Usina Nuclear de Zaporozhie é a maior da Europa, com capacidade de geração de 6 mil megawatts, mas se encontra atualmente desligada devido aos riscos do conflito armado na região.
Nos últimos anos, o governo russo tem denunciado que as operações militares ucranianas têm causado interrupções regulares no fornecimento externo de energia da usina, criando uma situação crítica que ameaça tanto a segurança da infraestrutura nuclear quanto a da população que reside nas proximidades.





