O espaço será administrado pela Associação do Museu Aeroespacial Paulista (AMAPA) e as visitas guiadas iniciarão em 2027, com a abertura oficial ao público prevista para 2028. Já estão em funcionamento dois pavilhões: o Pavilhão 1, que exibe réplicas do famoso 14-Bis e do Demoiselle, aeronaves icônicas associadas ao pioneiro Santos Dumont, e o Pavilhão 5, que inclui o “Bar dos Pilotos”, com simuladores de voo, além de exibições de motores de caças como o AMX A-1 e um Curtiss Robin, que é a peça mais antiga do acervo.
Do lado externo do museu, os visitantes poderão admirar caças como o F-5 e o AMX A-1, além de helicópteros Super Puma e Bell UH-1H. Em uma exibição exclusiva para a inauguração, o museu apresentou quatro caças históricos: o Spitfire britânico, o Messerschmitt Bf-109 alemão, o Corsair americano e um MiG-21 russo que pertenceu à força aérea polonesa. O acervo do MAPA deverá contar com cerca de 80 aeronaves civis e militares, abrangendo desde aviões até mísseis e artefatos do programa aeroespacial brasileiro, com algumas peças provenientes do Museu Asas de um Sonho, atualmente localizado em Itu.
O brigadeiro Rodrigo Fernandes Santos, responsável pelo Pavilhão 1, expressou otimismo em relação à conclusão total das obras, prevista para 2030. O projeto do museu também inclui um espaço dedicado à era espacial, uma área interativa para crianças e um atendimento especializado para visitantes com transtornos do espectro autista. Um monumento central, que apresentará quatro aviões Tucano dispostos em formação de diamante, terá a altura equivalente a um prédio de seis andares.
A identidade visual do museu conta com a colaboração do renomado artista urbano Gabriel Menezes, conhecido como Mena, que é responsável por diversos murais na cidade. Assim, o MAPA se junta ao Museu Aeroespacial (Musal), uma unidade já consolidada da FAB no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, ampliando a preservação da história e da evolução da aviação no Brasil.
