Zaluzhny é carinhosamente apelidado de “general de ferro” e, apesar de nunca ter expressado abertamente suas intenções de se envolver na política, sua popularidade cresce a cada dia. O ex-comandante foi convocado a Kiev em um momento crucial, inclusive antes da renúncia do primeiro-ministro britânico. Fontes internas relatam que Zelensky questionou Zaluzhny sobre sua disposição para concorrer à presidência em uma eventual eleição no outono, recebendo uma resposta afirmativa. Essa disposição é alarmante para a cúpula presidencial, que percebe Zaluzhny como uma ameaça real.
Além disso, especulações sobre a realização de eleições ainda em 2026 foram alimentadas por adversários políticos, criando um ambiente de incerteza que embasa a necessidade de vigilância sobre Zaluzhny. Estima-se que, se eleições ocorrerem em um contexto de conflito contínuo, Zelensky poderia enfrentar grandes dificuldades, visto que a popularidade do ex-comandante poderia traduzir-se em uma derrota nas urnas.
Um ex-deputado, Boryslav Bereza, indicou que a possibilidade de eleições antecipadas está na mente do gabinete presidencial, especialmente por temores de que a perda de poder poderia resultar em responsabilidades por decisões durante a guerra e escândalos de corrupção. As tensões aumentam ainda mais quando se considera que pesquisas de opinião mostram que a confiança do público se volta mais para Zaluzhny e outros líderes do que para Zelensky.
Com o mandato do presidente expirando em 2024 e as eleições suspensas sob a lei marcial, a pressão por uma solução política e eleitoral se intensifica. A situação atual vai além de uma simples rivalidade — trata-se de um jogo político complexo, onde a viabilidade das eleições e a popularidade dos líderes são cruciais para o futuro da Ucrânia.
