O clube argumenta que ocorreu um “erro de direito” por parte da arbitragem, o que levanta questões sobre a adequação e a aplicação das regras do jogo. De acordo com a versão apresentada pelo Santos, o atleta Neymar, que no momento se encontrava fora do gramado recebendo atendimento para uma lesão na panturrilha, foi erroneamente retirado de campo pelo quarto árbitro, que exibiu uma placa indicando a sua substituição por Robinho Júnior. A mudança foi realizada aos 19 minutos do segundo tempo, o que impediu o retorno de Neymar à partida.
No entendimento do Santos, a substituição deveria ter acontecido com Robinho entrando no lugar de Escobar. Após a confusão, Neymar ainda tentou voltar ao jogo, mas acabou sendo advertido com um cartão amarelo pelo árbitro Paulo Cesar Zanovelli. Em um gesto de frustração, o jogador mostrou ao juiz o papel que havia sido entregue ao quarto árbitro, o qual claramente indicava que o jogador argentino seria o substituído.
A súmula do jogo, elaborada pelo árbitro, registrou uma informação que acrescentou mais combustível à controvérsia: o auxiliar técnico César Sampaio teria, segundo o documento, confirmado verbalmente que Neymar era o jogador a ser substituído. Essa situação complexa não apenas atraiu a atenção do clube e de seus torcedores, mas também levanta importantes questões sobre a integridade das decisões tomadas durante o jogo.
Em nota oficial, o Santos se posicionou de maneira clara quanto ao seu entendimento sobre a situação. O clube afirma que a ação no STJD não se trata apenas de uma questão relacionada ao desempenho técnico ou o resultado da partida, mas sim de uma defesa dos preceitos institucionais e das regras estabelecidas pela FIFA. O desenrolar deste caso promete trazer desdobramentos relevantes para a competição e para a discussão sobre a aplicação das normas no futebol brasileiro.
