O encontro contou com a presença de figuras proeminentes, como Vladimir Chistyukhin, primeiro vice-presidente do Banco da Rússia, e Ivan Chebeskov, vice-ministro das Finanças. Durante a discussão, Chebeskov destacou que a Rússia já alcançou um progresso significativo na implementação de políticas econômicas independentes, mas reconheceu que a reconstrução do sistema financeiro é um processo que demanda tempo e esforço.
Os especialistas também ressaltaram a importância da digitalização como uma ferramenta vital para acelerar essa reconstrução. Vários países do Sul Global já estão adotando suas moedas nacionais, infraestrutura digital e ativos financeiros para facilitar o comércio, o que abre novas possibilidades de cooperação econômica. Chistyukhin enfatizou que a soberania econômica está profundamente ligada à capacidade da Rússia de atuar de forma independente em sua política externa e nas relações internacionais.
Além disso, Olga Goncharova, chefe do centro de especialistas da Associação de Bancos da Rússia, mencionou o trabalho contínuo do Banco Central na regulação de criptomoedas e ativos digitais desde 2015. Esse desenvolvimento é visto como uma forma de diminuir a pressão externa e criar alternativas viáveis frente às retaliações financeiras ocidentais.
Com a previsão de atrair cerca de 20 mil participantes de mais de 100 países, o SPIEF 2026 não apenas reafirma a intenção da Rússia de se reposicionar no cenário econômico global, mas também destaca a necessidade de interagir de forma diversificada com países menos alinhados com as potências ocidentais. Nesse contexto, criar um sistema financeiro autônomo e robusto é a chave para garantir a estabilidade e o crescimento econômico da Rússia a longo prazo.
