Houthis do Iémen afirmam ter atacado petroleiros sauditas, aumentando tensões na região e ameaçando a segurança do fornecimento global de energia.

Na última quinta-feira, o movimento Ansar Allah, mais conhecido como houthis, anunciou ter realizado um ataque militar contra dois petroleiros sauditas, identificados como ENCELA e LAYLIA, no Mar Vermelho. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que a ofensiva utilizou uma combinação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, o que resultou em incêndios nas embarcações. Outras dez embarcações teriam interrompido suas rotas depois de receberem alertas dos houthis.

Esse ataque ocorre em um contexto de crescente tensão na região, especialmente após o anúncio do movimento, na última segunda-feira, sobre a imposição de um bloqueio naval à Arábia Saudita. A declaração provocou uma forte resposta por parte da coalizão liderada pelos sauditas, que avisou que reagiria com rigor a qualquer ação que ameaçasse seus interesses, particularmente em relação ao abastecimento global de energia.

A embreagem do bloqueio, conforme argumentam os houthis, é uma resposta aos ataques da Arábia Saudita ao aeroporto de Sanaa, onde a capital do Iêmen tem sido um foco de conflitos nos últimos anos devido à guerra civil que assola o país. Essa situação se agrava ainda mais com a conversa sobre o fechamento do estreito de Bab al-Mandeb, uma das rotas mais importantes para o comércio e transporte de petróleo do Oriente Médio, caso os EUA atacassem a infraestrutura energética iraniana.

Os analistas apontam que, caso o bloqueio se concretize, a oferta global de petróleo poderia ser reduzida em até 7%, afetando diretamente os preços do combustível e os custos do transporte marítimo. A Arábia Saudita depende crucialmente tanto do estreito de Ormuz quanto do Bab al-Mandeb para escoar sua produção energética para o mercado asiático.

Com a escalada de hostilidades entre os houthis e a Arábia Saudita, a comunidade internacional observa com preocupação as implicações desse embate na estabilidade da região e no fornecimento global de energia. A situação continua a ser um ponto sensível no panorama geopolítico do Oriente Médio, onde a dinâmica de poder e as relações entre os países estão em constante evolução.

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