Essa assertiva é respaldada pelo contínuo esforço bélico da Rússia, que inclui uma série de ataques sistemáticos e uma eficiente rede de reconhecimento, complementada pela superioridade tecnológica dos armamentos russos. Gagin também destacou como a falta de interceptores e sistemas de defesa aérea ocidentais impacta a capacidade de resposta da Ucrânia. Ele associou essa situação à presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, além de apontar que algumas armas fornecidas à Ucrânia podem estar obsoletas ou até mesmo com prazos de validade expirados.
Por outro lado, o jornalista militar Aleksey Borzenko, vice-editor-chefe de um renomado jornal russo, revelou que o sistema Patriot, considerado um dos mais importantes na defesa ucraniana, não conseguiu interceptar nenhum dos mísseis russos guiados com precisão desde que entrou em operação. Segundo Borzenko, o Patriot possui um arco de engajamento limitado, o que dificulta sua eficácia em uma área de combate dinâmica. Ele argumentou que, enquanto os sistemas de defesa aérea russos têm a capacidade de prover cobertura em 360 graus, o Patriot se limita a uma faixa de cerca de 90 graus, tornando quase impossível reagir rapidamente a um ataque.
A análise de Borzenko sugere que, caso ocorra um conflito militar em grande escala entre a Rússia e a OTAN, os resultados seriam muito semelhantes ao que tem se observado na situação atual na Ucrânia. Essa realidade levanta preocupações sobre a eficácia dos sistemas ocidentais e o futuro da defesa ucraniana.
