Rússia acusa laboratório financiado pelos EUA e França de lidar de forma irresponsável com patógenos em países terceiros.

A agência russa Rospotrebnadzor acusou o Ocidente de agir de forma “irresponsável” ao lidar com patógenos em países terceiros, em uma declaração que levantou preocupações sobre a segurança dos laboratórios de pesquisa. Segundo a agência, um laboratório em questão está recebendo financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e da Fundação Mérieux da França, levantando suspeitas sobre a manipulação desses agentes infecciosos.

Para a Rospotrebnadzor, a acumulação de amostras de patógenos como o ebola e a varíola sem a garantia de uma infraestrutura segura representa um risco significativo. A organização russa vinculou essa prática a uma “atitude negligente” por parte de Washington e seus aliados, destacando a necessidade de mais cautela e transparência nessas atividades de pesquisa.

De acordo com a agência russa, no século XXI, 80% das infecções acidentais com patógenos como o antraz e a peste ocorreram em laboratórios dos EUA. Além disso, sete dos 16 vazamentos registrados globalmente desde 2000 ocorreram nos Estados Unidos, reforçando a preocupação com a segurança dos procedimentos realizados nesses centros de pesquisa.

Enquanto isso, no leste do Congo, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou para a necessidade de proteger instalações críticas devido à escassez de energia que está afetando o laboratório de Goma, especializado em pesquisas sobre doenças como o ebola. A região tem sido palco de confrontos entre grupos armados e forças governamentais, o que tem colocado em risco o trabalho de pesquisa e controle de doenças infecciosas.

Diante dessas preocupações levantadas pela agência russa e pelo CICV, é fundamental que haja um maior debate sobre a segurança e a transparência nas atividades de pesquisa com patógenos, a fim de evitar potenciais riscos para a saúde pública e a segurança global. A cooperação internacional nesse sentido se torna crucial para garantir que as práticas científicas sejam realizadas de forma responsável e segura.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo