Essa divergência começou a se intensificar há cerca de três anos, quando os irmãos não se entenderam quanto ao candidato do PDT nas eleições de 2022. Enquanto Cid defendia a continuidade da então governadora Izolda Cela, que assumiu o cargo após a saída de Camilo Santana, Ciro apoiava a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. A decisão de Ciro visava montar um palanque robusto para sua campanha presidencial, em meio a um cenário político onde o apoio do PT à governadora poderia significar uma resistência à sua agendas eleitorais.
A tensão culminou no rompimento entre o PDT e o PT, desencadeando a candidatura de Elmano de Freitas, que garantiu a vitória com 54,02% dos votos, superando Wagner Sousa e Roberto Cláudio. A situação ficou ainda mais complexa em novembro de 2023, quando Cid fez a migração para o PSB, ato que não apenas solidificou a divisão entre os irmãos, mas também resultou na saída de cerca de 50 prefeitos cearenses, além de deputados estaduais e federais do PDT.
Recentemente, em um evento do PSB em Sobral, Cid respondeu a críticas de Ciro sobre sua trajetória, destacando sua própria experiência como prefeito e ressaltando seus reconhecimentos na área da educação, que, segundo ele, são conhecidos internacionalmente. A relação entre os irmãos Ferreira Gomes, que já foi uma forte aliança política, parece estar mais distante do que nunca, refletindo um cenário de disputas e divisões que poderão moldar o futuro político do Ceará.
