Rubem Grilo Doa Quase 400 Xilogravuras à Biblioteca Nacional e Enriquece Acervo da Cultura Visual Brasileira

Na última sexta-feira, a Fundação Biblioteca Nacional recebeu uma generosa doação de quase 400 xilogravuras do renomado artista Rubem Grilo. Essa contribuição significativa enriquece o acervo da instituição e inclui uma variedade de séries, muitas das quais foram criadas especificamente para este propósito, destacando-se especialmente as que estão associadas a publicações editoriais.

Rubem Grilo é amplamente reconhecido como um dos principais representantes da xilogravura no Brasil. Ele explicou que sua decisão de doar as obras para a Biblioteca Nacional se deu principalmente pela relevância da instituição na preservação da memória editorial brasileira. Em suas palavras, a Biblioteca Nacional possui o mais vasto acervo de publicações do país, e sua obra poderá ser valorizada e acessada por um público amplo.

“Esta doação é um passo importante para que meu trabalho se insira em um acervo que celebra tanto a obra artística quanto a memória coletiva”, afirmou o artista. Ele também destacou que sua escolha por obras vinculadas a livros e edições impressas está intimamente relacionada com a função da Biblioteca Nacional. Para Grilo, a publicação não só dissemina conhecimento, mas também cumpre um papel crucial na conservação, permitindo que seu trabalho perdure e esteja disponível para pesquisa e apreciação.

Natural de uma cidade do interior, Rubem Grilo radica-se atualmente no Rio de Janeiro, onde exerce também atividades como ilustrador, professor e curador. Desde a década de 1970, ele tenha publicado uma vasta gama de trabalhos em jornais e revistas, além de realizar exposições retrospectivas em prestigiadas instituições, como o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães e o Museu Nacional de Belas Artes.

A importância dessa doação é também ressaltada por Diana Ramos, chefe da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional. Segundo ela, as gravuras de Grilo não apenas enriquecem a coleção, mas também garantem a preservação de um legado artístico fundamental para a cultura visual brasileira. Ramos enfatiza que essa incorporação representa um avanço significativo na construção de um acervo que é referência na história da arte e da gravura do país.

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