Em um incidente anterior, ocorrido em junho, duas aeronaves colidiram no céu do Recreio dos Bandeirantes, uma zona movimentada da cidade. Esse choque resultou na morte de seis pessoas, incluindo o famoso cantor americano Oliver Tree e o influente youtuber argentino Gaspi. Um relatório inicial do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) revelou que ambos os pilotos estavam em rota similar, mas o helicóptero que transportava as figuras públicas estava com o transponder desligado, fator que impediu sua detecção pelos radares de controle de tráfego aéreo.
O cenário se torna ainda mais alarmante ao considerarmos o modo como as aeronaves estavam operando. A investigação sugere que ambos os helicópteros estavam utilizando uma Frequência de Coordenação Aérea (FCA) que não era monitorada pelas autoridades responsáveis, o que significa que não havia registro das comunicações entre os pilotos durante seus voos autônomos.
No acidente mais recente, em Guaratiba, na Zona Oeste, três pilotos perderam a vida após um helicóptero cair em uma área de mata densa. As vítimas foram identificadas como Diego Dantas Lima Moraes, 36 anos, Sérgio Nunes Miranda, 36, e o capitão bombeiro Lucas Silva Souza. Na ocasião do acidente, Diego Dantas conduzia um voo de familiarização, orientando os outros dois a respeito do modelo da aeronave.
Além dos casos mencionados, é importante destacar que, em dezembro do ano passado, um avião que realizava propaganda na praia de Copacabana caiu ao sobrevoar o mar. O piloto Luiz Ricardo Leite de Amorim estava sozinho na aeronave e era seu primeiro voo no novo trabalho, uma fatalidade que reforça a necessidade urgente de melhorias nas práticas de segurança.
Desde 2016, a Força Aérea Brasileira registra 47 acidentes aéreos no Rio, com 16 desses incidentes resultando em 38 mortes. Dos acidentes, a maioria revelou que o fator humano, seja por desempenho técnico ou questões psicológicas, foi um elemento contribuinte. Apenas 11% dos casos estiveram ligados a questões relacionadas ao ambiente operacional.
Esse panorama reforça a importância de investigações profundas e a implementação de medidas efetivas para garantir a segurança nas operações aéreas, uma questão que se tornou cada vez mais urgente após os recentes episódios trágicos.
