Em uma nova declaração, ocorrida no último sábado, Zema reviu sua postura inicial, reconhecendo que sua reação foi exacerbada pela decepção que sentiu ao saber da solicitação de fundos. “Fui duro porque fiquei muito decepcionado, mas eu agi de acordo com meus princípios e valores. E, para mim, é uma página virada”, comentou, buscando encerrar o assunto e dar continuidade à sua narrativa política.
O contexto que desencadeou essa polêmica é o recente vazamento de um áudio de WhatsApp em que Flávio Bolsonaro pede ajuda financeira a Vorcaro para a conclusão do filme, numa conversa que teve lugar em setembro de 2025, apenas um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal sob sérias acusações de fraude financeira, resultando em um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Na ocasião em que as informações vieram à tona, Zema utilizou suas redes sociais para expressar sua indignação, afirmando que as revelações eram um “tapa na cara dos brasileiros de bem”. Antes desse incidente, Zema parecia estar se aproximando da família Bolsonaro, sendo cogitado para uma possível chapa presidencial em 2026, o que torna sua declaração ainda mais significativa. Ao responder sobre as críticas de Zema, Flávio Bolsonaro enfatizou que, devido à sua relação pessoal com o ex-governador, ele merecia “o benefício da dúvida”.
Após toda a controvérsia, Zema amenizou seu tom, buscando desviar o foco da polêmica. Ele reiterou seu respeito pelo ex-presidente Bolsonaro e afirmou que sempre defendeu a transparência em suas ações políticas. Essa mudança de postura sugere que Zema está se esforçando para manter um equilíbrio em sua imagem pública enquanto navega entre suas convicções pessoais e a dinâmica política com os Bolsonaro.
