O incidente teve início em 10 de maio, quando o chileno, em um ato imprudente, tentou abrir a porta da aeronave enquanto o avião ainda estava em pleno voo. Tal atitude provocou uma discussão acalorada entre ele e a tripulação. Segundo informações da Polícia Federal, após as vítimas comunicarem formalmente a situação, foi instaurado um inquérito que resultou na solicitação da prisão preventiva do autor das ofensas. O homem foi identificado e detido ao retornar de Frankfurt, durante uma conexão no Brasil.
Em resposta ao ocorrido, a Latam Airlines emitiu uma nota de repúdio a qualquer forma de discriminação ou violência. A companhia enfatizou seu comprometimento em colaborar com as autoridades e garantiu suporte psicológico e jurídico ao funcionário que sofreu as agressões verbais. O apoio ao profissional é um reflexo do compromisso da empresa com a dignidade e respeito de seus colaboradores.
Registros em vídeo do episódio, compartilhados nas redes sociais, mostraram o chileno em confronto com a equipe de bordo. Na gravação, ele expressa seu descontentamento em relação à orientação sexual do comissário, que, por sua vez, questiona a razão para tal aversão. O diálogo evidencia a hostilidade e preconceito do passageiro, que não hesita em fazer comentários jocosos e ofensivos relacionados à aparência do comissário.
É importante ressaltar que, desde janeiro de 2023, uma nova legislação brasileira equipara o crime de injúria racial ao crime de racismo, prevendo penas que variam de dois a cinco anos de reclusão. Este caso ressalta não apenas a necessidade de conscientização sobre questões de respeito à diversidade, mas também a firmeza das leis em combater atitudes nocivas e prejudiciais à sociedade.
