A redução de impostos foi um dos principais temas abordados por Zema, sendo um ponto central dos discursos de outros oradores presentes, que também criticaram o governo federal e o Partido dos Trabalhadores (PT). “Queremos tirar o PT do poder”, ecoou o tom da convenção, sublinhando o desejo do Novo de reformular a política nacional.
Zema utilizou sua gestão em Minas Gerais para apresentar uma imagem de eficiência e combate à corrupção, alegando ter sido alvo de poucas denúncias em comparação com administrações anteriores. Ele ironizou, dizendo: “Fiz um governo péssimo, terrível, em gerar denúncias de corrupção”. Ao mesmo tempo, reafirmou seu compromisso com a luta contra a corrupção, prometendo intensificar esses esforços caso seja eleito. O ex-governador denunciou a impunidade, criticando figuras como Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, acusando-o de estar mais ligado a interesses corruptos.
A segurança pública foi outro eixo crucial de seu discurso. Zema anunciou a proposta de classificar organizações criminosas como grupos terroristas, destacando que o controle territorial exercido por facções como o PCC e o Comando Vermelho é um problema urgente. Ele sugeriu a construção de um “megapresídio” na Amazônia, onde os detidos cumpririam longas penas. Durante sua fala, fez referência ao modelo de segurança adotado em El Salvador, buscando inspirar sua política de combate ao crime.
Por fim, Zema reforçou sua confiança na sua candidatura, lembrando-se de suas vitórias sobre o PT em Minas Gerais, e sugeriu que a legenda deve se manter enxuta, sem se tornar um “partidão” com grande número de representantes. Embora Zema tenha consolidado sua posição como candidato, a expectativa agora recai sobre quem será o vice em sua chapa.
