Caso a proposta seja aprovada, as especificações técnicas para a compra de equipamentos de treinamento deverão incluir simuladores que reflitam as diferenças anatômicas entre os sexos. Isso permitirá que os cursos de capacitação abordem, de forma mais adequada, as peculiaridades nos sintomas e nas manobras de ressuscitação que variam conforme o sexo do paciente, incluindo a correta colocação de eletrodos em desfibriladores.
A proposta visa especificamente os simuladores utilizados no suporte básico de vida (SBV), ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e na operação de desfibriladores externos automáticos (DEA). Um ponto importante destacado no texto é que a norma não obrigará a substituição imediata dos atuais materiais em uso. As novas regras se aplicarão apenas a futuras contratações, permitindo uma transição gradual.
O autor do projeto, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), enfatiza que a falta de representatividade feminina nos simuladores existentes pode impactar negativamente a atuação de socorristas em situações que envolvam mulheres, gerando um receio que, muitas vezes, resulta em abordagens inadequadas e menos exitosas nos atendimentos de emergência. Ferreira ressalta a necessidade urgente de garantir que as capacitações considerem essas especificidades a fim de assegurar um atendimento justo e eficaz para todos.
Agora, o projeto seguirá para uma análise em caráter conclusivo nas comissões de Saúde, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser deliberado pela Câmara e, subsequentemente, pelo Senado, para que possa se tornar lei.
