Rodoviários do Rio rejeitam proposta de 4,5% e mantêm estado de greve; nova assembleia decidirá futuros passos na negociação salarial nesta quarta-feira.

Rodoviários do Rio de Janeiro Mantêm Estado de Greve Após Rejeição de Proposta Salarial

Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, os integrantes do Sindicato dos Rodoviários do Município do Rio de Janeiro decidiram, por ampla maioria, rejeitar a proposta de aumento salarial de 4,5% apresentada pelo Sindicato das Empresas de Ônibus, conhecido como Rio Ônibus. Com isso, a categoria decidiu manter o estado de greve, que foi temporariamente suspenso desde o dia 2 de junho para permitir a continuidade das negociações.

Nesse contexto, os motoristas agora esperam a realização de uma nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), agendada para esta quarta-feira, às 11h. Na audiência anterior, ocorrida na segunda-feira, o aumento de 4,5% foi apresentado como uma alternativa, substituindo uma proposta anterior de reajuste de 4,39%. Além do aumento, a proposta incluiu a melhoria na cesta básica oferecida aos rodoviários, mas não foi suficiente para atender às expectativas da categoria.

Os términos das negociações se mostram particularmente desafiadores, uma vez que o sindicato patronal deve apresentar nesta audiência o resultado de uma assembleia interna onde avaliará a viabilidade de um novo aumento, possivelmente na faixa de 5%. Este percentual já foi aceito pelos motoristas de outras regiões, como nos municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, localizados na Baixada Fluminense. O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o TRT têm mediado a situação, buscando um entendimento entre as partes envolvidas.

As reivindicações dos rodoviários vão além do aumento salarial, incluindo uma demanda por um reajuste de 17% e a fixação do piso salarial em R$ 4 mil. Às 16h desta quarta-feira, está programada uma nova assembleia na sede do sindicato, onde os trabalhadores decidirão sobre a aceitação ou não de uma possível nova proposta. O cenário é tenso, visto que os rodoviários já cruzaram os braços no dia 29 de junho, e uma nova paralisação não está descartada caso as negociações não avancem.

Do lado dos empregadores, a situação financeira das empresas de ônibus foi um ponto levantado pelo presidente do Rio Ônibus durante a audiência de conciliação, que alegou que a receita atual é inferior à de 2023, complicando ainda mais a proposta de aumento salarial.

Com essas disputas em andamento, a população que depende do transporte público aguarda ansiosamente, enfrentando incertezas sobre a continuidade do serviço e possíveis impactos na rotina de viagem. A situação ainda é marcada por desafios adicionais, como a entrada de novos ônibus climatizados na frota e os desafios financeiros que resultaram no fechamento de duas companhias de transporte.

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