Comissão Especial Exige Transparência em Gastos Estaduais Após Exonerações e Críticas a Procuradores com Altos Salários em Reunião com Controladoria Geral do Estado

No cenário político do estado, a busca por um controle mais rigoroso dos gastos públicos ganha novas dimensões. Criada após uma série de exonerações nos cargos comissionados, a Comissão Especial para Contenção dos Gastos no Estado se reuniu, nesta terça-feira, com representantes da Controladoria Geral do Estado (CGE-RJ). O encontro teve como foco a necessidade de maior transparência e eficiência nas despesas governamentais, especialmente em tempos de preocupação fiscal.

O governador em exercício, Ricardo Couto, havia promovido uma extensa devassa nas diversas secretarias, exonerando cargos indicados por deputados e, com isso, gerando debates acalorados na Assembleia Legislativa. Durante a reunião, o deputado Alan Lopes, relator da comissão, manifestou preocupações sobre os altos salários dos procuradores do estado, que, segundo ele, são todos superiores a R$ 55 mil. Lopes criticou a falta de clareza na declaração de bens desses profissionais, ressaltando que é essencial que a sociedade tenha acesso a essas informações.

“O que não pode acontecer é a opacidade em relação às informações patrimoniais de servidores que atuam no Executivo. Precisamos saber qual a evolução patrimonial dos procuradores”, desabafou o deputado, desafiando a noção de que as exonerações seriam soluções simples para problemas complexos. O parlamentar se mostrou cético em relação à cobertura da imprensa sobre o processo de reforma, pedindo uma maior fiscalização e transparência também dos servidores públicos.

Luís Paulo, outro membro da comissão, saiu em defesa da transparência, sugerindo que a CGE deveria tornar públicas as remunerações de todos os servidores, visando promover uma cultura de abertura e fiscalização. “Isso deve valer para todos os setores, do mais simples ao posicionado em altos escalões”, defendeu.

Do lado da CGE, o controlador geral, Bruno Campos Pereira, reiterou a importância de interligar informações acerca das declarações de bens dos procuradores, ressaltando esforços para coletar e disponibilizar dados relevantes à população. Essa movimentação é parte de uma reforma mais ampla que visa reestruturar como as auditorias e a fiscalização serão feitas, incluindo a renovação do portal da transparência do estado.

A Comissão também direcionou suas críticas aos contratos sigilosos, questionando a inadequação da falta de auditoria que pode ocorrer nesse contexto. O deputado Alan Lopes destacou que contratos públicos não deveriam ser mantidos em sigilo, a menos que realmente necessário.

Com a próxima reunião agendada para o dia 4 de julho, a expectativa é que avanços significativos sejam discutidos e implementados, criando uma gestão mais responsável e transparente na administração pública do estado.

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