A Secretaria de Governo revelou que estas demissões são parte de um esforço para cortar custos, prevendo uma economia de aproximadamente R$ 8 milhões por ano. O plano de Couto visa reestruturar a administração pública do estado, que enfrenta desafios financeiros e institucionais significativos. A ação representa uma clara tentativa de desmontar a estrutura política deixada pelo ex-governador Cláudio Castro e estabelecer uma nova base administrativa, em um momento crítico para a estabilidade política do estado.
O ritmo acelerado das exonerações aumentou especialmente no início da semana anterior, quando, em 14 de outubro, Couto publicou um decreto ordenando uma auditoria abrangente em todas as secretarias e órgãos da administração direta e indireta, incluindo as estatais. Segundo informações oficiais, muitos dos servidores exonerados não possuíam identificação funcional e, em alguns casos, não compareciam ao trabalho.
Além das demissões, Couto também extinguiu três subsecretarias da Casa Civil, com o objetivo declarado de reorganizar a administração sem aumentar os custos. Foram eliminadas as subsecretarias adjunta de Projetos Especiais, de Gastronomia e de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Esta medida resultou na exoneração de importantes funcionários, incluindo os subsecretários Tiago Moura Costa de Bulhões, Flavio Ribeiro de Araujo Cid e Marise Halabi Miranda, além de outros 380 servidores que estavam vinculados a essas áreas.
Essas ações refletem a urgência do novo governo em otimizar sua estrutura administrativa e reduzir gastos em um momento em que o estado se encontra sob o Regime de Recuperação Fiscal. As medidas, que fazem parte de uma reestruturação mais ampla, visam garantir maior eficiência e transparência na gestão pública, características imprescindíveis em tempos de crise.







