A operação policial realizada no bairro Camoxinga atraiu a atenção nacional após a Polícia Civil informar que a menor foi encontrada em condições precárias, atrás de uma residência, em uma estrutura que a polícia descreveu como uma “casinha de cachorro”. Entretanto, o depoimento da jovem alterou significativamente a narrativa inicialmente apresentada.
Em sua declaração, a adolescente afirmou que não estava sendo mantida em cativeiro. “O local onde eu estava é um lugar que nós costumamos frequentar. Eu estava lá enquanto ele foi ao mercado comprar algo para comermos”, explicou, refutando a acusação de que vivia em situação de aprisionamento. Sua defesa, portanto, utilizou essas afirmações e a ausência de provas concretas de agressão física para solicitar a liberdade do rapaz. Segundo a jovem, as marcas em seu corpo, que foram interpretadas pela polícia como possíveis sinais de tortura, eram consensuais.
Apesar da liberação, o caso permanece sob investigação. A Justiça determinou a imposição de medidas cautelares durante a conclusão do inquérito. A Polícia Civil, em colaboração com o Conselho Tutelar, mantém uma vigilância sobre as circunstâncias em que a menor foi encontrada, que devem ser cuidadosamente analisadas. Assim, destacam a existência de um ambiente insalubre, com acúmulo de lixo e falta de higiene básica, além da vulnerabilidade da jovem, que não frequentava a escola, sinalizando uma possível negligência familiar.
Os próximos passos envolvem o Ministério Público, que aguarda o relatório final da Polícia Civil para decidir se irá apresentar uma denúncia formal contra o jovem ou se o caso será arquivado, considerando as novas evidências. Nesse ínterim, o suspeito aguardará os desdobramentos do processo em liberdade, enquanto a integridade da menor será acompanhada por órgãos de proteção à criança e ao adolescente.







