REVIRAVOLTA – Arthur Lira admite candidatura própria ao Governo de Alagoas caso JHC não confirme aliança – com Jornal Rede Repórter

O deputado federal Arthur Lira (PP), pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026, afirmou que a federação União Progressista poderá lançar um candidato próprio ao Governo de Alagoas caso não seja firmada uma aliança com o ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB).

A declaração foi dada durante entrevista à rádio Jovem Pan Maceió, em meio às negociações para a formação das chapas majoritárias no estado. Segundo Lira, o grupo político continua aguardando a definição de JHC, que ainda não anunciou se disputará o governo nem qual composição partidária irá integrar.

O parlamentar relembrou que apoiou JHC no segundo turno das eleições municipais de 2020 e afirmou ter trabalhado para viabilizar sua candidatura ao governo estadual em 2022. Apesar do distanciamento político entre ambos nos últimos anos, Lira disse que não vê impedimentos para uma nova aliança.

“Meu mandato sempre esteve à disposição de Maceió. Eu não tenho nenhum problema em formar uma aliança com o ex-prefeito JHC”, afirmou. Segundo ele, caso o entendimento não seja alcançado, a tendência é que a União Progressista apresente uma candidatura própria ao Executivo estadual.

Atualmente, Arthur Lira conta com o apoio da família Bolsonaro para sua pré-candidatura ao Senado. O grupo também tem o deputado federal Alfredo Gaspar (PL) como nome para disputar a outra vaga ao Senado. Sem um candidato próprio ao governo, PP e PL têm interesse em compor uma chapa com JHC, que, caso confirme sua candidatura, deverá enfrentar o senador Renan Filho (MDB), pré-candidato ao Governo de Alagoas pelo grupo governista.

JHC deixou o PL no fim de março após perder o comando estadual da legenda. O ex-prefeito migrou para o PSDB alegando falta de autonomia para organizar sua chapa, já que o partido havia reservado uma das vagas ao Senado para Arthur Lira.

Segundo o deputado, uma candidatura própria da União Progressista serviria para consolidar o posicionamento político do bloco em Alagoas. Ainda assim, ele afirmou acreditar que JHC deve adiar sua decisão até o período das convenções partidárias.

As convenções estão previstas para o início de agosto. O PSDB pretende realizá-la no dia 5, último prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, enquanto PP e PL trabalham para promover seus encontros em 1º de agosto, embora as datas ainda dependam da conclusão das negociações políticas.

No PL, Alfredo Gaspar condicionou seu apoio a JHC ao posicionamento que o ex-prefeito adotará na disputa presidencial. Em declarações recentes, o deputado afirmou que a definição dependerá do palanque nacional escolhido pelo tucano e admitiu que o partido também poderá buscar uma candidatura própria ao governo, caso não haja entendimento.

Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que a saída de JHC da legenda dificultou a estratégia do partido para a sucessão estadual. Além disso, pesa nas negociações o interesse do ex-prefeito em buscar a reeleição da mãe, a senadora Eudócia Caldas (PSDB).

Aliados de Arthur Lira também acompanham com atenção a composição das chapas. A avaliação é que uma eventual polarização entre o ex-presidente da Câmara e o senador Renan Calheiros (MDB) na disputa pelo Senado pode fortalecer a estratégia eleitoral do grupo junto ao eleitorado de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Enquanto isso, o MDB mantém a pré-candidatura de Renan Filho ao governo e a de Renan Calheiros à reeleição para o Senado. A segunda vaga da chapa será disputada pelo deputado estadual Dr. Wanderley (MDB).

O PT também busca diálogo com JHC. Integrantes da legenda defendem uma aproximação com o ex-prefeito e lembram a relação institucional construída entre ele e o presidente Lula. Até o momento, porém, não houve anúncio de acordo político entre as partes.

Com o prazo das convenções se aproximando, a definição de JHC permanece como um dos principais fatores para a composição das alianças e do cenário eleitoral em Alagoas para 2026.

Sair da versão mobile